Conheço-os bem. Já me viraram do avesso. Já tive ortopedistas de todas as cores, de várias idades e mais não digo que saía palavrão. Muito mais de confiança é o homem do talho. A gente vê o amor com que ele pega na peça de carne, lhe delineia os contornos, vira para ver qual o lado com melhor aspecto, afia com gentileza a lâmina e corta com precisão. Está ali, chapadinha diante das nossas bistinhas, a dedicação de um verdadeiro profissional.
Agora um ortopedista...ó minhas amigas!
A gente já entra no consultório com cara de esqueleto! O senhor doutor ainda não viu o RX nem apalpou o problema e já nos sentimos retalhadas por um serial killer. Pior do que um mecânico, só um ortopedista. Abrindo o capô ficamos a saber que tinhamos mais ossos, tendões ligamentos e sabe-se lá o quê do que os que constam na Wikipédia. E mais...está tudo mal. Por mais meditação transcendental que a gente faça a dizer que somos lindas por fora e por dentro, o tipo destrói-nos anos e anos de interiorização da auto-estima. É que, por dentro, estamos literalmente "podres".
Eu até gosto de ortopedistas. Gosto é deles magrinhos, com mãos pequeninas e ar delicado. Nem que tenham outros ademanes, quero lá saber. Agora transmontanos bem encorpados, meninas, nunca!
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domingo, 2 de setembro de 2007
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